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Programa de Oncobiologia é pauta em série de TV sobre Outubro Rosa

Atualizado: 28 de out. de 2022


Nesta quarta-feira (26/10) o telejornal "SBT Rio" - 2ª edição começou a exibir uma série de TV dedicada a mulheres que enfrentam o câncer de mama. Uma doença ainda cercada de muitas perguntas, curiosidades e tabus. Uma batalha que também é travada no campo da Ciência.

Pesquisadores do Programa de Oncobiologia participaram do 1º episódio da série sobre o Outubro Rosa que aborda a importância da prevenção ao câncer de mama.


No primeiro capítulo da série, a jornalista Fabiana Lima apresenta as estatísticas: "O câncer é a maior causa de mortes no mundo. No Brasil é a doença que mais mata mulheres. Quase 30% dos casos nos seios. São 66 mil novos casos registrados por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA)". A precisão na estatística não corresponde, infelizmente, a muitas perguntas que os pacientes e médicos fazem na hora do diagnóstico. Qual o melhor tratamento?


A Fundação do Câncer capta recursos para o apoio de pesquisas que atuam nesta linha. "Existe um grande programa que a Fundação apoia há mais de 20 anos, chamado de Oncobiologia, que é um programa de pesquisa da biologia do câncer. Que pesquisa as causas básicas e biológicas que levam ao desenvolvimento do câncer. Isso nos ajuda muito a pensar, a descobrir novas drogas, novos tratamentos, novos métodos diagnósticos, assim por diante" - observou Alfredo Scaff, diretor médico da Fundação do Câncer.


A equipe de reportagem foi até ao Centro de Ciências da Saúde da UFRJ para visitar a sede do Programa de Oncobiologia que fica localizada nas instalações do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo De Meis (IBqM). "São 39 pesquisas em produção acontecendo neste momento no Estado do Rio de Janeiro. Mais de 300 cientistas buscando respostas que possam contribuir com o tratamento contra o câncer" - pontuou a repórter Fabiana Lima.


O pesquisador Robson Monteiro, coordenador da rede de pesquisa, falou sobre a dinâmica do Programa de Oncobiologia explicando que as pesquisas acontecem também em outros instituições, além da UFRJ: "Para tentar avançar no controle, no tratamento, no entendimento do câncer, é feita uma pesquisa em rede nas universidades, com a colaboração de outras instituições de pesquisa como

a Fiocruz e o Inca".


Por que algumas pacientes respondem bem à quimioterapia e outras não? Para responder a esta pergunta, a equipe da pesquisadora Gabriela Nestal realiza a análise de células e moléculas. "Se conseguirmos entender quais pacientes irão de fato ser beneficiadas por esses tratamentos, e quais não vão ser, a gente consegue poupar as pacientes que não serão beneficiadas. Elas podem ser encaminhadas para uma terapia que possa ser mais eficaz e menos tóxica pra elas" - explicou a pesquisadora do Programa de Oncobiologia.


As pesquisas já mostraram que 40% das pacientes em estado avançado são resistentes à quimioterapia. Segundo Gabriela Nestal , grande parte das pacientes metastáticas não apresentam tratamento altamente eficaz, que vai gerar um percentual efetivo de cura, que é observado em pacientes em estágios mais precoces".


A reportagem encerra ressaltando a importância dos exames de rotina:

"Apesar do prognóstico, quando o câncer é descoberto cedo, 80% das pessoas são salvas".


Assista a reportagem:




Por Lúcia Beatriz Torres, jornalista de Ciência, responsável pelo Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia.




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