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Redes sociais: ponte entre pacientes com câncer e cientistas

Dúvidas sobre as pesquisas que investigam plantas medicinais contra o câncer, e perguntas sobre a demora para que o produto do trabalho dos cientistas chegue aos pacientes. Esse foi um brevíssimo retrato das dúvidas de pacientes e familiares aos cientistas que pesquisam o câncer, coletado por uma micro-campanha que o Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia realizou junto ao público do Facebook.


Pedimos aos internautas que enviassem dúvidas ou comentários para que fossem respondidas pelos pesquisadores e pesquisadoras participantes do Simpósio de Oncobiologia. O objetivo da ação foi direcionar a produção de conteúdo de vídeos para as demandas de informação do público de pacientes com câncer e familiares.


A internauta Ivoni Maria fez seu questionamento a respeito de plantas medicinais – e elencou uma grande lista de espécies que deveriam ser estudadas pelos grupos de pesquisa. "Por que os pesquisadores não investigam a fundo a flora brasileira em busca de medicamentos contra o câncer? Quero ver a pesquisa no Brasil, e não no estrangeiro Gostaria que pesquisassem as seguintes plantas: unha de gato peruana da Amazônia, uxi amarelo, garra do diabo, ipê roxo, aranto, avelós, copaíba, a grama de trigo, o produto veterinário ivomec e cardo mariano.”. Para responder a essa pergunta, convidamos a médica e pesquisadora Márcia Verrichio, professora adjunta da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/FASE), PhD em Ciências Biológicas com ênfase em Biotecnologia Vegetal, pelo Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Vegetal da UFRJ.



Já o internauta Ângelo, questionou os produtos gerados pelas pesquisas científicas. "Toda a semana sai uma notícia nova sobre descobertas relacionadas à cura ou tratamento do câncer. Por que essas invenções e novidades nunca chegam aos pacientes?" Que foi devidamente respondida pelo pesquisador Martín Bonamino, do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Fiocruz.



Apesar de ter contado com um bom alcance nas redes sociais – 1.311 pessoas viram o post - apenas duas perguntas foram enviadas à página dentro do prazo estipulado. Mas não estamos desanimados – e vamos insistir na investigação de formatos e na construção de pontes entre pacientes, familiares, médicos e médicas, estudantes e cientistas.


Por Rosa Maria Mattos, jornalista de Ciência, responsável pelo Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia.

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