Pesquisador do Programa de Oncobiologia vence Prêmio de Ciência e Tecnologia de R$500 mil


Jerson Lima Silva, pesquisador associado ao Programa de Oncobiologia, foi um dos vencedores da quarta edição do Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia. O prêmio é oferecido pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) e está se consolidando como a maior premiação de reconhecimento científico e tecnológico do país. Marcelo Knobel, professor titular do Departamento de Física da Unicamp e ex-reitor da instituição entre os anos de 2017 e 2021, foi o outro contemplado com o Prêmio. Jerson Lima e Marcelo Knobel irão receber R$500 mil cada.


O Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia é oferecido, desde 2019, a profissionais que tenham desenvolvido produtos, processos, metodologias e/ou serviços inovadores nas áreas de ciências da computação, ciências da terra, ciências da vida, engenharias, física, matemática e química. Entre os vencedores de edições anteriores do Prêmio destacam-se os pesquisadores João Batista Calixto, Marcelo Viana, Fernando Galembeck e Vanderlei Bagnato.



Com um vasto currículo científico, Jerson Lima Silva é professor titular do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, atual presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia Mundial de Ciências (TWAS) - para o Avanço da Ciência em Países em Desenvolvimento (“Fellow”) e da Academia Nacional de Medicina (ANM), pesquisador 1A do Cnpq e coordenador do INCT de Biologia Estrutural e Bioimagem (Inbeb).


Jerson Lima Silva é pioneiro em pesquisas que buscam novas possibilidades de terapias anticâncer, tendo descoberto formas mutantes da proteína p53. Com expressiva contribuição ao campo da biologia estrutural, enovelamento protéico, montagem viral e no entendimento dos mecanismos responsáveis pelo dobramento errado de proteínas, o cientista investiga o papel da estrutura e das mutações de proteínas associadas a enfermidades como doença de Parkinson, encefalopatias espongiformes transmissíveis, câncer e coronavírus.



JERSON LIMA SILVA (UFRJ)

No Programa de Oncobiologia, Jerson Lima Silva é líder de grupo de pesquisa em estudos de formas mutantes da proteínas p53 em tumores malignos. A proposta de trabalho de seu grupo na rede de pesquisa tem como objetivo identificar compostos antitumorais cujo alvo seja a inibição da agregação da p53. Leia abaixo o resumo do seu projeto no âmbito do Programa de Oncobiologia e saiba mais sobre sua pesquisa



Projeto

INIBIÇÃO DE AGREGAÇÃO DE MUTANTES DE P53 EM TUMORES MALIGNOS


Resumo de divulgação científica

A palavra câncer se aplica a mais de uma centena de doenças que apresentam uma característica em comum: a proliferação desenfreada das células. Dentre os genes que mais contribuem para o desenvolvimento do câncer, destaca-se o TP53, que codifica a proteína p53. A proteína p53 é conhecida como “guardiã do genoma” por coordenar o reparo do DNA no caso de pequenos danos e por encaminhar a célula para a morte quando os defeitos não podem ser consertados. Sabe-se que uma parte dos casos de câncer é desencadeada pelo enovelamento anormal dessa proteína, o que altera seu papel na célula, deixando de funcionar como deveria ou até ganhando funções extras. Alterações na forma dessa proteína, devido à ocorrência de mutações, podem levar ao seu acúmulo na célula, desencadeando o processo de agregação intracelular. Portanto, a inibição da agregação de p53 pode ser um dos mais novos e efetivos alvos para o desenvolvimento de medicamentos contra o câncer. A presente proposta tem como objetivo identificar compostos antitumorais cujo alvo seja a inibição da agregação da p53.


Para conhecer os equipamentos de grande porte, em microscopia eletrônica e ressonância magnética nuclear (RMN), em que a rede de pesquisa do professor Jerson Lima desenvolve suas pesquisas em Biologia Estrutural e Bioimagem, acesse o vídeo:



Por Lúcia Beatriz Torres, jornalista de Ciência, responsável pelo Núcleo de Divulgação do Programa de Oncobiologia.